quarta-feira, 21 de janeiro de 2026







Conversas de Sexagenários

O Aloendro


E eu a pensar que ainda estavas de perna estendida à sombra do campismo alentejano. Por aqui, só a natureza. Muita dela, morta, enche latões e latões de folhas secas e lixarada de jardim. Quinta feira, vem o Luís Santiago. Ator, mal pago, sem subsídios e bom companheiro, vem podar o aloendro gigante que já trepa ao telhado. Nele, as formigas fazem uma festa. Deve ser doce, digo ao Nuno, o meu amigo do Porto, que há mais de vinte anos ajudei a aceitar que não se vive tantos anos com alguém por pena ou conformismo. Mal sabia eu que ele haveria de me lembrar o mesmo vinte anos volvidos. Assim, cá te espero. Beijos.