Tenho um Primo Convexo
(25 de abril de 2025 em homenagem a José Afonso)
Quantos primos convexos, em redes de suor, preguiçosos, barrigudos adormecendo a liberdade esquecida, enquanto a terra treme e o primo que não é irmão, de nada se apercebe e fica balançando no ar. Do alto da sua rede pede mais uma cerveja, enquanto o sonho vai, o homem só deseja. Enquanto a tarde cai, o homem boceja. Tenho um primo convexo que pouco ou nada almeja. Por entre as palmeiras, espera que o tempo seja. O meu primo convexo que pouco ou nada almeja, e tem sempre ao seu lado uma grade de cerveja. Passam por ele os dias, risos, futebóis, passam a romarias, pratos de caracóis, cresce-lhe uma alegria na parte frontal e a rede balança, com ele horizontal!
Escolha da canção do Zeca, Virgínia de Sá.
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